terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sobre Deuses - Isadora Duncan



"Pessoas inventam deuses para agradarem a si mesmas. Não existem outros. Nada existe além do que conhecemos, inventamos ou imaginamos. Todo o inferno está bem aqui na Terra. E todo o paraíso. O único mundo que vale a pena viver é o da imaginação".

Isadora Duncan (dançarina, viveu de 1877 a 1927)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Versos à revelia

Catando versos à revelia
aceito o que me dão
pra qualquer inspiração
 
Ando perdido pela vida
esperando  por um momento
qualquer caco de pensamento

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A pálida - Eduardo Galeano

"No café da manhã, minhas certezas servem-se de dúvidas. E têm dias em que me sinto estrangeiro aqui e em qualquer outra parte. Nesses dias, dias sem sol, noites sem lua, nenhum lugar é o meu lugar e não consigo me reconhecer em nada, em ninguém. As palavras não se parecem àquilo que dão nome, e não se parecem nem mesmo ao seu próprio som. Então não estou onde estou. Deixo meu corpo e saio, para longe, para lugar nenhum, e não tenho, nem quero ter, nome algum: então perco a vontade de me chamar ou de ser chamado."

Eduardo Galeano - O livro dos abraços

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Rir é viver de maneira muito profunda."

Após os risos desenfreados de hoje lembrei-me dessa passagem:

"Riso? Alguém jamais se importa com o riso? Digo, rir realmente, além da brincadeira, da caçoada, do ridículo. Rir, satisfação imensa e deliciosa, satisfação completa...
Eu dizia a minha irmã, ou ela me dizia, vem, vamos brincar de rir? Deitávamos uma ao lado da outra numa cama e começávamos. Fingindo, é claro. Risos forçados. Risos ridículos. Risos tão ridículos que nos faziam rir. Então ele vinha, o verdadeiro riso, o riso inteiro, nos levar em sua imensa vaga. Risos explodidos, retomados, sacudidos, desencadeados, risos magníficos, suntuosos e loucos. E ríamos até o infinito do riso de nossos risos... Ah, o riso! Riso de satisfação, satisfação do riso; rir é viver de maneira muito profunda."

Annie Leclerc (Parole de femme) apud Milan Kundera, O livro do riso e do esquecimento.